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    O jogo mudou. Com a insatisfação gerada pelo aumento do diesel, que subiu 4,4% nas refinarias nesta terça e gerou novas adesões à greve dos caminhoneiros, programada para o dia 1º, o governo passou a tratar o movimento como algo mais palpável. Até então, os comentários dos bastidores eram de que associações com pouca representatividade tentavam fazer barulho nas redes sociais para arregimentar apoio à paralisação, sem muito sucesso.

    Nesta quarta, o governo mudou de tom. O presidente Jair Bolsonaro fez um apelo para que os caminhoneiros desistam da ideia da greve. Em troca, prometeu fazer o possível para reduzir a cobrança do PIS/Cofins sobre o diesel. “Reconhecemos o valor dos caminhoneiros para a economia, apelamos para eles que não façam greve, que todos nós vamos perder”, pediu.

    A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que representa sete federações e 140 sindicatos de caminhoneiros, revelou surpresa diante do aumento no preço do combustível.
    “Aconteceu em um momento inoportuno”, diz Marlon Maues, assessor-executivo da CNTA. A associação, que vem conversando com o governo sobre as principais pautas da categoria, diz não apoiar a greve. “As negociações estão caminhando. Uma paralisação agora só prejudicaria a categoria e travaria o país em meio ao agravamento da pandemia”, avalia Maues.

    Entidades um pouco menores, como a Associação Nacional do Transporte Autônomo do Brasil (ANTB), com 40.000 afiliados, avaliam que o movimento vem ganhando repercussão — e por motivos bem concretos. José Roberto Stringasci, presidente da associação, diz que a tabela do frete mínimo, uma das principais demandas da categoria, não é respeitada pelas transportadoras e as negociações com o governo não avançaram.